Sentimento de Alma

Escrever é a forma que uso para limpar a alma, e deixar aos outros um pouco dela.

Meu anjo da guarda

Arquivar em: Sem Categoria — Zezita at 10:49 pm on Segunda-feira, Fevereiro 8, 2010

Quero estar aí, nesse lugar de sonho,
Quero puder voar mas faltam-me as asas.
Vou deixar-me ir neste pensamento que se torna leve,
Como uma pena quero flutuar, podes-me soprar?
Enche teu peito de ar, e vem me ajudar!

Lança um forte sopro, e faz-me deslisar
Estou a levitar
Quero seguir no rumo deste sonho lindo
Sentir-me a seguir o caminho escolhido,
que no horizonte fica defenido.

Neste arco iris de cores maravilha
Nesse deslumbrante sonho de cores tingidas
No meu cérebro inundado de tanta tensão
Quero seguir voando …dá-me tua mão!

Sinto-me segura, sei que estás aqui
Que junto de mim também tu te deslumbras
Sabendo o que sinto, vendo esta beleza
Nunca nenhum sonho me deu tanta leveza.

Da janela dela

Arquivar em: Prosa — Zezita at 2:35 pm on Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Há uma brisa suave que toca no seu rosto! Um leve sopro passa em seu redor, traz junto um perfume das malvas vermelhas que estão plantadas no parapeito da janela da frente.
Ela deslumbra-se na paisagem do rio que sua vista alcança. Um horizonte distante revela um barco que passeia no rio. Que quadro distinto!
Muito mais ao longe, o horizonte extingue-se numa linha em tons de azul.
As cores de sua visão, a mistura de tons que embebedam sua mente e a transportam para um mundo distante.
Já não esta ali, seu espirito voa, por entre o colorido de tons por detras de seus olhos já fechados!
Mas continua vendo, muito mais que antes!
Agora muito mais claro! Uma criança brinca nos prados verdes cobertos de flores, os pássaros esvoaçam tocando seus cabelos.
Uma tela em frente espera sua pintura.
A criança corre a agarra um lápis gigante para pintar a tela. Um lápis dourado, mas um lápis mágico!
Estende sua mão, seu lápis toca a tela e a luz explode em raios dourados sob a tela gigante.
Uma luz as invade, tão forte que cega.
Essa luz cobre seu espaço e a criança sorri com um brilho nos olhos, de felicidade.
Abre os olhos, e de novo volta a ver o barco, lá bem longe, no rio.
E o cheiro das malvas retorna ao seu nariz!
Olha e as malvas vermelhas sorriem para ela.
Está tão leve e solta! Fez uma viagem e está muito feliz!

Lembranças de Maria

Arquivar em: Histórias de vida — Zezita at 11:25 pm on Quinta-feira, Outubro 8, 2009

Sentada á beira do rio, observa a água que corre num rodopio suave e silencioso. Observa os pássaros que chilream no cimo das árvores. Ãrvores enormes que na beira do rio, nasceram e cresceram ao longo dos anos. Hoje são enormes, as copas tocam-se fazendo grandes sombras, onde Maria gosta de passar horas a fio, sentada no chão, observado os bichinhos que vivem no meio das árvores e flores que também como eles fazem parte da beira do rio.
Maria brinca com os bichinhos que encontra nas flores. Apanha joaninhas e coloca-as na mão á espera que voem em liberdade, como Maria gosta de sentir-se!
Deita-se no chão e observa as formigas! Brinca com elas, vê-as entrar nos seus formigueiros com sementes que levam para garantirem comida no Inverno.
Umas vão outras vêm e Maria observa os seus percursos. Observa como bichinhos tão pequenos podem carregar enormes sementes e frutos que para seus resguardos no fundo dos túneis, escavados por elas com tanta habilidade.
Tenta descobrir como elas vivem, como é o interior do seu esconderijo, no interior da terra, por baixo dos seus pés.
Observa os pássaros que levam no bico um insecto ou minhoca para dar aos seus filhos que estão no ninho. Durante dias espera para ver os pequenotes sairem do ninho, tentando voar junto com seus pais. Vê-os dar voos baixinhos com dificuldade. Estão a aprender e tem de ser, chilream com medo á volta dos pais. E, depois de um ou dois vôos lá vão eles com dificuldade seguindo os pais em vôos curtos.
Lembra os rebanhos que via nos campos, junto da casa de sua avó, onde passava a infância até entrar na escola.
Rebanhos de ovelhas com seus cordeirinhos, correndo a trás das mães, com poucos dias de vida. Alguns viu nascer, viu o primeiro passo ajudados pela mãe, num cambaliar sem força para andar. E a primeira mamada na mãe que os ajudava. De inicio era difícil, ainda não sabiam, mas mal esprimentavam e não mais largavam a mama da mãe. Corriam a seu lado sempre que elas se distanciavam.
São lembranças infinitas, que lhe passam na alma, lembranças de criança, que a ajuda e acalma.
E com estas lembranças vive o seu passado, transporta-se para ele, sente-se criança. Esquece os problemas, os stresses de adulta, os horários a cumprir, voa no tempo, e sem dificuldade sente-se feliz.

Solidão

Arquivar em: Poesias @ Poemas — Zezita at 11:25 pm on Quinta-feira, Outubro 8, 2009

A solidão o que é ?
O que é estar na solidão?
É só sentir-se sózinho
Ou esquecer o coração?

Não estar ao pé de ninguém
Nem querer ninguém a seu lado
Mas pior que a solidão
É não amar e não ser amado.

Mesmo sentindo-nos sós
Não estamos na solidão
Se deixarmos sentir e dar
O que há no coração

Dar carinho e dar amor
Aos que precisam de nós!
Evitamos-lhes a solidão
E não nos sentimos sós.

Primavera da vida

Arquivar em: Prosa — Zezita at 11:23 pm on Quinta-feira, Outubro 8, 2009

Estava um dia lindo! O sol nasceu de manhã bem cedinho e encheu de luz e brilho, todo aquele lugar. Os campos verdejantes cobertos de flores pareciam não ter fim!
A cabana junto ao rio, parecia ser uma cena de um filme romântico. A cinquenta metros corria uma água límpida e transparente, que deixava ver as rochas, alguns peixes e até uma enguia ou outra, que se passeavam calmamente no leito do rio, que parecia adormecido num sono profundo.
Havia um silêncio quase hipnótico, deixando houvir apenas o canto dos pássaros e um suave sussurrar da água que lentamente saltava de rocha em rocha.
Os dois sentados num tronco, calados, observavam deslumbrados aquele quadro perfeito!
A calma invadia os seus corações!
A cabana estava aberta, foram investigar! Que lugar seria aquele? Que guardariam ali?
Empurraram com jeito, sem fazerem barulho para não quebrarem aquele silêncio que parecia infindável. A porta rangeu um ruído fino, e entraram em silêncio.
Estava um pouco escuro no interior da cabana, apenas um raio de sol entrava pela porta entreaberta, fazendo um rasgo de claridade em linha recta até ao fundo. Viam-se apenas umas ferramentas que pareciam pertencer a um agricultor.
Ao fundo uma cama de ferro, com um colchão bem velho.
Mas que cabana seria? A quem pertenceria? Ficaram os dois olhando um para o outro, sem dizerem nada. Não queriam quebrar aquele silêncio, naquele lugar, em que foram parar como por magia.
Era um lugar de sonho!
Sairam calados quase como entraram, puxando a porta com todo o cuidado!
Cá fora, voltaram a sentir o silêncio daquele lugar mágico.
Olharam em volta e viam malmequeres em campos de trigo, pareciam mantos verdes com manchas amarelas, uma visão de fazer sonhar.
O calor do sol aquecia seus corpos, que ficavam quebrados e sonolentos.
Deitaram-se na erva verde ao lado um do outro, olhando o céu azul e brilhante que feria os olhos.
Um perguntou ao outro:
- Em que estás a pensar?
O outro respondeu:
- Não penso, apenas sinto esta magia que invade meu corpo.
- Pois eu sinto o mesmo.
Ficaram de novo estendidos em silêncio.
A mão de Miguel procurou a de Joana e ficou sobre a dela sem dizerem nada.
Joana apertou suavemente a mão de Miguel.
No silêncio do lugar o desejo venceu, a paixão surgiu, seus corpos juntaram-se sobre a erva macia. Seus lábios tocaram-se num beijo que fez nascer o sentimento.
Eram adolescentes a descobrirem o amor. Ali, naquele lugar mágico descobriram a magia da paixão, na primavera da vida.
Desde esse dia encontraram-se ali, no seu lugar de sonho, no seu canto do amor.
Hoje, no seu coração, há o que ficou guardado, num cantinho das recordações. Essas ficam para toda a vida.

Um olhar

Arquivar em: Poesias @ Poemas — Zezita at 1:28 pm on Quinta-feira, Outubro 8, 2009

Um olhar pode falar
Pode dizer quase tudo!
Diz o que vai no coração
Só porque o olhar é mudo!

Um olhar fala por nós
Diz-nos o que queremos ouvir,
Pode fazer-nos tremer,
E pode fazer-nos sorrir.

Um olhar diz-nos palavras
Penetra-nos o coração!
Faz-nos sentir desejadas
Desperta-nos a paixão!

Um olhar pode ser triste
Se o sentimento é de dôr,
Na face de uma criança
Pode transmitir-nos pavor.

Um olhar diz-nos de tudo
O que vai no coração!
Alegria, tristeza, dôr,
Saudade, amor ou paixão.

Maria

Arquivar em: Poesias @ Poemas — Zezita at 1:24 pm on Quinta-feira, Outubro 8, 2009

Criança franzina
Reguila valente,
Corre pela rua
Mas parece contente.

Brinca sozinha
No meio de muita gente,
Tem a mãe em casa
Mas parece ausente.

Criança feliz
Que não compreende,
Porque é que a mãe dorme
E não a atende.

A mãe está doente
Mas ela não sabe,
Porque não entende
Brinca em liberdade.

Sobe pelas árvores
Trepa por paredes,
Brinca como sabe
Aleija-se ás vezes.

Mas Deus acompanha-a
Até que a mãe acorde,
A mãe chama por ela
Ela volta e corre.

Quando volta a casa
Deixa a liberdade,
Abraça-se á mãe
Cheia de saudade.

Não a larga mais
Esquece a liberdade,
Deixa a brincadeira
Só mata a saudade.

Quando a tristeza nos invade a alma

Arquivar em: Prosa — Zezita at 1:22 pm on Quinta-feira, Outubro 8, 2009

Há momentos que a vida se torna difícil. É preciso contornar os momentos maus para que eles não nos deixem de rastos.
Nesses momentos a tristeza invade o nosso coração, e tudo parece não ter razão de ser, tudo parece não valer a pena.
É dificil ultrapassar esses momentos, custa não sabermos que rumo tomarmos, custa escolhermos o caminho certo.
Hoje é para mim um desses dias, não sei que fazer para que esta tristeza me deixe, para que possa sentir força para lutar de novo.
Nada do que planeio acontece, parece que o que quero se escapa de meu alcance! Foge de mim á velocidade do raio, que percorre o horizonte em dias de tempestade.
Tenho que ganhar força e não sei onde encontrá-la!
Preciso deixar que este dia passe, que de novo amanheça, que tudo comece com mais dinamismo!
Amanhã vai ser diferente, há-de ser melhor, terei mais força para me levantar, mais força para sonhar, mais força para gritar!
Gritar á tristeza para sair do meu caminho, sair de mansinho, para deixar chegar a alegria que canto anseio, que tanto espero e tanto desejo.
Amanhã esse dia vai chegar e vai-me alegrar!
Tenho de ultrapassar e não sei como se faz!
Por isso estou aqui fechada entre quatro paredes, sem nada para fazer, sem nenhuma ideia de como sair desta tristeza.
Vou deixar o dia passar calmamente, vou ficar aqui com os meus pensamentos desejando que Deus me dê uma luz, que me dê uma ideia, que me envie uma força.
Se não acontecer, ficarei aqui, vendo o dia passar até anoitecer.
Aí fecho os olhos, e tento dormir, pode ser que sonhe com coisas bonitas, coisas alegres e que deixem feliz.
Assim poderei acordar sem esta tristeza, sem este desconforto que me machuca alma.

Amizade

Arquivar em: Poesias @ Poemas — Zezita at 1:20 pm on Quinta-feira, Outubro 8, 2009

Ser amigo é dedicar-se
A alguém com o coração
É estar lá, sempre presente
E sempre estender-lhe a mão

Ouvi-lo quando precisa
Estar com ele a qualquer hora
Nunca o abandonar
Estar com ele, mas de fora

Saber dar-lhe alguns conselhos
Dedicar-lhe algum tempinho
Abrir-lhe a porta a sorrir
E acolhê-lo com carinho

Sentá-lo a nossa mesa
E dar-lhe uma refeição
Uma roupa se tem frio
E aquecer-lhe o coração

Se ele se encontra triste
Não precisas de chorar
Só convém que lhe perguntes
Se ele não quer falar?

Se ele se abrir contigo
Ouve-o com atenção
Apoia-o no que puderes
E dá-lhe sempre a tua mão

Recomeçar!

Arquivar em: Poesias @ Poemas — Zezita at 11:56 pm on Domingo, Junho 28, 2009

A vida não para! Começo a sentir!
Chegaram enfim, vontades que não tinha,
Os sentimentos começam a fluir,
A esperança, a vontade de rir,
Então chega agora o que teimava e não vinha.

Tudo vai chegando, muito lentamente,
Vou voar e deixar-me sonhar!
Vou assim deixar acordar!
Vai-me preenchendo muito calmamente,
O que estava em mim e que quer voltar!

A esperança vai-me abraçando,
Tudo vai chegando, deixo que me inunde!
Abro os braços á vida, sinto-me vencida,
Algo preenchida,
Sob a luz da vida.

Encontrei muitas razões para continuar!
Algo especial, e está a ajudar,
Vou deixar-me ir, deixar-me levar,
Os sentimentos que nos fazem sentir,
O que a vida nos diz, viver e sorrir.

Percebo afinal que não estou sózinha,
Há muita gente que tal como eu
Precisa de um ombro e também dá o seu.
Amigos de verdade que nos dão valor
Enfim alguém que também já sofreu.

Next Page »